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MUNDO
Brasileiro completa 1 mês preso na Ucrânia por terrorismo, diz amigo

O brasileiro Rafael Marques Lusvarghi, de 32 anos, detido em 6 de outubro na Ucrânia por suspeita de terrorismo, continua detido no país europeu um mês depois, e pode vir a ser condenado a até 15 anos de prisão pelo crime, informa seu amigo, o gerente comercial Raul Athaide, de 37 anos.

“O que sei é que Rafael continua preso na Ucrânia, tem advogado em São Paulo e defensor público ucraniano, mas pode ser condenado a penas de 8 a 15 anos de prisão por terrorismo”, disse Raul, no domingo (6), ao G1. "Mas Rafael não é terrorista. É um combatente. Não cometeu nenhum crime."

Raul e Rafael foram combatentes na Ucrânia. Eles serviram juntos com os separatistas militares pró-Rússia na guerra contra as tropas ucranianas. Lutavam pela criação de outro país: a Nova Rússia. Mas com a assinatura do cessar fogo entre os dois lados, a guerra acabou e eles retornaram ao Brasil.

O carioca Raul voltou para o Rio de Janeiro. O paulista Rafael foi a Jundiaí, onde mora sua família, mas como não conseguiu emprego no país, aceitou uma oferta de uma empresa ucraniana para trabalhar como segurança de navios.

Então pegou um voo em direção ao Chipre, mas com parada no Aeroporto Internacional de Borispol, na Ucrânia, onde foi preso pelo serviço de segurança do país europeu.

Apontado como "mercenário" e "assassino profissional", Rafael foi levado a capital Kiev, onde acabou acusado de criar um grupo terrorista ou organização terrorista, pelo artigo 258-3 do Código Penal da Ucrânia.

Procurada pela reportagem para comentar o assunto, a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), não confirmou se Rafael continua detido, mas informou na quinta-feira (3), por meio de nota, que “acompanha o caso em apreço, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev” e que “por questões de privacidade, o Ministério não está autorizado a divulgar mais informações sobre o caso.”

A prisão de Rafael foi informada por órgãos de imprensa da Ucrânia (assista ao vídeo do momento em que o brasileiro foi preso).

Essa não é a primeira prisão de Rafael. Em 12 de junho de 2012, ele ficou conhecido publicamente no Brasil após ser detido durante protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo. Naquela ocasião, ele enfrentou a Polícia Militar (PM) de peito aberto, levando tiros de bala de borracha e spray de pimenta na cara.

 

Kleber Tomaz

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