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Mulher de Sérgio Cabral passa primeira noite em presídio

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro deu, nessa quarta-feira (7), mais detalhes sobre a denúncia contra a ex-primeira dama do estado, Adriana Ancelmo. Ela receberia dinheiro de propina no próprio escritório de advocacia, em Mochilas. Adriana está presa desde terça-feira em Bangu.

Adriana Ancelmo passou a primeira noite em uma cela individual. A galeria em que a ex-primeira dama está é para internas com nível superior. Depois de se entregar, no fim da tarde de terça, ela chegou ao complexo prisional por volta das 21h30. Lá também estão presos, há 20 dias, o marido dela, o ex-governador Sérgio Cabral, e outras nove pessoas detidas pela operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato.

Na ordem de prisão preventiva, o juiz federal Marcelo Bretas afirma que Adriana Ancelmo ocuparia posição central na organização criminosa liderada por Sérgio Cabral. Ela seria uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido, usando para isso o seu escritório e comprando ilegalmente uma verdadeira fortuna em joias de altíssimo valor.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, em 18 de julho de 2012, aniversário de Adriana Ancelmo, o ex-governador Sérgio Cabral adquiriu um brinco, um colar e um anel de turmalina paraíba no valor de R$ 1 milhão na joalheria Antonio Bernardo. Pagou com dez cheques em prestações de R$ 100 mil, que depois foram trocados por dinheiro em espécie.

Outra compra milionária chamou a atenção dos investigadores: em abril de 2014, data em que o casal comemorou dez anos junto, Cabral comprou um anel e um par de brincos de ouro com rubi na joalheria H.Stern. O pagamento, também de R$ 1 milhão, foi feito em dinheiro.

Além de conhecer o esquema de pagamento de propina comandado pelo marido, Adriana também estaria envolvida em episódios de repasse de dinheiro, envolvendo pessoas físicas e jurídicas, relacionadas com a organização criminosa sob investigação.

O juiz federal citou ainda o depoimento de uma ex-secretária de Adriana. A funcionária declarou que o assessor de Sérgio Cabral, Luiz Carlos Bezerra, ia toda semana ao escritório da ex-primeira dama entregar valores em espécie, durante os anos de 2014 e 2015. A entrega era feita em uma mochila e a quantia chegava a R$ 300 mil.

Sérgio Cabral, a mulher dele, Adriana Ancelmo e outros 11 acusados de envolvimento com a organização criminosa que fraudava licitações e cobrava propinas de empreiteiras em grandes obras públicas no estado do Rio de Janeiro agora são réus. Na terça-feira (6), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal.

Sérgio Cabral, o ex-secretário de governo, Wilson Carlos, o ex-secretário de obras, Hudson Braga, e os operadores do esquema, Carlos Miranda e Wagner Jordão serão julgados por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e por fazer parte de organização criminosa. Adriana Anselmo e os outros acusados vão responder por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Na manhã dessa quarta-feira (7), em uma entrevista coletiva, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato detalharam a denúncia e disseram que a grave crise do estado seria menor se os rombos pela corrupção durante o governo de Cabral não tivessem sido tão grandes. Os acusados teriam desviado R$ 224 milhões.

“Nós vivemos no estado do Rio de Janeiro que, como os senhores sabem, foi assolado por uma organização criminosa que praticou extensos atos de corrupção. Esse mesmo estado do Rio, que hoje vive uma crise aguda, que sem dúvida nenhuma seria em alguma medida menor, se toda essa corrupção e desgoverno que acompanhou essa corrupção não tivessem sido praticadas”, afirma Leonardo Cardoso de Freitas, procurador da República.

Os advogados de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carlos não atenderam às ligações da equipe do Jornal Hoje. As defesas de Carlos Miranda, Wagner Jordão e da joalheria H.Stern disseram que não vão comentar o caso.
O advogado de Hudson Braga informou que os esclarecimentos estão sendo prestados às autoridades. A joalheria Antonio Bernardo disse que já forneceu à Justiça um relatório detalhado de todas as vendas feitas aos investigados.

 

 

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